Rubel se arrisca e busca apelo popular em ‘As Palavras Vol. 1 e 2’

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Rubel faz caminho ousado por diferentes gêneros em As Palavras Vol. 1 & 2. (Foto: divulgação).

[Crítica] Rubel se arrisca e busca apelo popular em ‘As Palavras Vol. 1 & 2’

Ao longo da sua trajetória na música, iniciada com o álbum “Pearl”, em 2015, Rubel deu várias demonstrações do seu apreço pela música popular. Um bom fruto disso foi o sucesso da sua versão da música “Medo Bobo”, da dupla sertaneja Maiara & Maraisa. Nesse sentido “As Palavras Vol. 1 & 2”, é sua maior aposta em direção ao mainstream.

Composto por 20 faixas, dividas em duas partes, com 10 cada, o novo álbum do cantor e compositor carioca é uma colcha de retalhos de diferentes gêneros musicais que estão na essência da música popular brasileira. Tem funk, samba, pagode, forró, mpb clássica, hip hop e ainda algum elementos de soul e jazz.

Com essa proposta ousada, baseada em uma pesquisa ao longo de quatro anos pela literatura e cancioneiro brasileiro, Rubel não esconde sua intenção em tentar furar a bolha e alcançar o mainstream, o que proporciona canções que realmente possuem um bom apelo popular e um potencial de alcançar um público maior.

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Capa de As Palavras Vol. 1 & 2, novo álbum de Rubel. (Foto: divulgação).

Incosntância

A tentativa de apontar para diversas direções no entanto, faz com que a coesão do álbum sofra e que ele perca força como uma unidade. As experimentações musicais do artista tem seus altos e baixos. Há momentos em que elas funcionam; e outros em que elas não soam tão impactantes, como a parceria com Tim Bernardes, que soa a quem do que o encontro entre os dois poderia oferecer e a pálida colaboração com o Bala Desejo.

Entre essas curvas, a mais divisiva de todas talvez seja o funk “Put@ria”, que poderia soar como uma apropriação cultural do gênero nascido nas mãos da população preta das periferias cariocas, mas que acaba tendo a chancela de nomes de peso como BK, Dj Gabriel do Borel e MC Carol, que dão o peso necessário a faixa.

Destaques

A introdução iniciada pelo instrumental “Forró Violento” e que desagua no pagode “Grão de Areia”, com a excelente participação de Xande de Pilares, mostra bem amplitude a que se propõe o álbum, fazendo uma transição de sonoridade um tanto brusca, mas que acaba ganhando pelas boas composições de Rubel.

A excelente sequência com “Não Vou Reclamar de Deus” e “Toda Beleza” são um dos momentos mais cativantes do disco que juntas parecem fazer uma reflexão e uma ode aos detalhes mais simples do cotidiano de uma cidadão brasileiro médio e a sensualidade de um encontro romântico em meio a um dia comum.

Entre as colaborações ainda vale destacar “Torto Arado” com Liniker e Luedji Luna, a belíssima “Lua de Garrafa” com Milton Nascimento, e uma tocante regravação do clássico de Luiz Gonzaga “Assum Preto”, bem interpretado com a contribuição da voz de Dora Morelenbaum. Ainda passeando pelo legado do rei do Baião, a obra encerra bem com a releitura de “Forró no Escuro”.

Em “As Palavras Vol. 1 & 2”, Rubel busca sair da zona de conforto para ampliar seu leque de possibilidades na música, sempre perseguindo um caminho até o grande público. Nessa jornada há tropeços, mas também há bons momentos fortalecidos com boas parcerias e um olhar bastante plural do artista.

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