Anitta: crítico chama cantora de “sem identidade” em “Version of Me”

Apesar do lançamento do novo álbum de Anitta ter quebrado a internet na noite desta terça-feira (12), parece que o projeto internacional da brasileira, intitulado Versions Of Me, não agradou alguns críticos.

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Anitta Versions of Me
Cantora Anitta (Divulgação)

Em nova publicação na coluna Pop & Arte, do portal G1, o jornalista Mauro Ferreira apontou que a versatilidade musical e linguística apresentada por Anitta soa como uma verdadeira confusão em sua carreira. O álbum, que conta com assinatura executiva de Ryan Tendder, tem músicas cantadas em inglês, espanhol e português.

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“Anitta apresenta disco fluente que, entre altos e baixos, peca de fato por flagrar a cantora indecisa entre dois mercados, tentando seduzir tanto o público de língua hispânica quanto o público norte-americano que fala inglês”, disse o colunista.

Ainda segundo Mauro, apesar de muito bem produzido, o Versions Of Me apresenta uma Anitta sem personalidade: “o álbum Versions of me muitas vezes soa genérico como produto industrializado. Até o romantismo sensual do R&B pop Ur baby, gravado por Anitta com o cantor norte-americano Khalid, parece fabricado em linha industrial”.

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“Com mais versatilidade do que identidade nesse quinto álbum de estúdio, Anitta ainda precisa encontrar a melhor versão de si mesma para se consolidar definitivamente no top global”, finalizou o critico musical.

Anitta revela detalhes por trás de “Versions Of Me”

Apesar das críticas referente a sua versatilidade, parece que Anitta não se importa tanto com isso. Em entrevista antes de divulgar o Versions Of Me nas plataformas de música, a famosa garantiu que o álbum tinha realmente a intenção de mostrar as suas referências.

Segundo a brasileira, o projeto iria mostrar um pouco da sua construção musical, que passava por ritmos brasileiros e, claro, norte-americanos, como o hip-hop e o pop punk, como vimos na bem-sucedida Boys Don’t Cry.

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“Esse álbum me representa em muitos níveis, muitas camadas. Tem, sim, os sons do Brasil, como o funk e o pagodão, que fazem parte das minhas origens. Mas tem também as referências que formaram o meu gosto musical, como o hip hop e o pop, sons que são globais. Me divirto, me solto e me sinto muito inspirada por todas essas ‘versões’ de mim”, declarou Anitta.

Sobre as críticas referente a variação entre as três línguas, a cantora afirmou que o projeto foi pensado para o mercado dos EUA. “O inglês e o espanhol são as línguas que dominam os charts. Então para mim era muito importante que eu pudesse dialogar com os falantes dessas línguas, verbal e musicalmente. Ao mesmo tempo, fui inserindo aos poucos os sons brasileiros, com o pagodão de ‘Me Gusta’ e o funk melody de ‘Faking Love’, por exemplo”, disparou.

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Formado em jornalismo pela UNIME Salvador, possui passagem por rádio, jornal e trabalha com público de internet desde 2016. Atualmente tem focado em projetos de audiovisual, cultura pop e celebridades.

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