Lula assina importante decreto que afeta a economia desta região

Lula assinou decreto para impulsionar bionegócios na Amazônia
Lula assinou decreto para impulsionar bionegócios na Amazônia (Foto: Reprodução/TV Brasil)

Lula assina importante decreto que afeta a economia desta região

Nesta quarta-feira (03), o presidente Lula assinou decreto que qualifica a Organização Social (OS) sem fins lucrativos que vai gerir o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA). Em cerimônia no Palácio do Planalto, ele firmou a decisão que dá ao CBA status de personalidade jurídica e poder para captar recursos públicos e privados para ampliar pesquisas, desenvolvimento e inovação.

O objetivo do CBA é criar alternativas econômicas inovadoras e sustentáveis para aproveitar a biodiversidade amazônica. O centro de bionegócios tem o intuito de promover o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico da região com sustentabilidade. Por meio de pesquisas com matérias-primas locais, são desenvolvidos medicamentos, alimentos, cosméticos e até energias renováveis.

Alckmin destaca potencial de decisão

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin ressaltou que o decreto potencializa a vocação de biodiversidade da região onde vivem 28 milhões de pessoas. “Criar emprego, criar empresas, agregar valor, transformar a grande farmácia, que é a biodiversidade amazônica, em produtos serviços e empregos e investimentos”, apontou. Ele ainda explicou que um contrato de gestão, estabelecendo metas e objetivos, estará firmado nos próximos dias.

O que muda com o decreto de Lula

O decreto muda a gestão do centro, que deixa de pertencer à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e qualifica a Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (Fuea) como organização gerenciadora do novo Centro de Bionegócios da Amazônia. A gestão será feita em conjunto com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP).

Com isso, o CBA passa a ter autonomia para captar recursos públicos e privados, ampliar suas atividades e promover investimentos. De acordo com o vice-presidente, a mudança traz mais agilidade. “A OS é um contrato público de gestão, mas não é estatal. Assim se ganha muito em agilidade com o objetivo de transformar riqueza da biodiversidade amazônica em emprego e renda”, pontuou.

Governador em exercício do Amazonas, Tadeu de Souza declarou que a assinatura é “uma conquista e uma superação” que vai resolver uma disfunção no ambiente de negócios da região amazônica, com soluções inovadoras. “O Amazonas tem suas peculiaridades e possui, entre as quase 46 unidades de conservação, 35 mil famílias que extraem o sustento do dia a dia da floresta. O CBA vai dar um novo formato de sustento, renda e dignidade ao povo enraizado na floresta”, disse.

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