Danças Africanas: Tipos, Origem, Cultura e Música Afro-Brasileira

Bem-vindo ao vibrante mundo das danças africanas e suas fascinantes influências na cultura brasileira! Neste artigo, vamos embarcar em uma jornada colorida e ritmada, explorando as raízes profundas e a rica tapeçaria das danças africanas e afro-brasileiras.

Do pulsar dos tambores à energia contagiante dos movimentos, cada passo de dança é uma história contada, uma tradição celebrada. Prepare-se para mergulhar em um universo onde o movimento expressa não apenas arte, mas histórias, emoções e uma herança cultural poderosa. 🥁

Danças Africanas

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Danças Africanas (Foto: Reprodução/Internet)

As danças africanas constituem um aspecto vibrante e essencial da cultura do continente africano, refletindo sua rica diversidade. Cada região, tribo e nação tem formas distintas de dança, que transcendem o mero entretenimento e atuam como poderosos meios de comunicação.

Essas danças estão profundamente enraizadas em tradições, histórias e rituais, variando de danças cerimoniais, que marcam eventos significativos como nascimentos, casamentos e colheitas, a expressões narrativas que contam histórias e celebram a comunidade.

As danças cerimoniais são centrais para muitas sociedades africanas, funcionando como elementos essenciais em rituais de iniciação, casamentos e celebrações agrícolas. Elas não apenas marcam ocasiões importantes, mas também invocam bênçãos e agradecimentos, e são um meio de conectar-se com os ancestrais.

Além disso, essas danças servem como um método de preservar a história oral, narrando eventos históricos e lendas, e transmitindo conhecimentos e valores ancestrais.

A dança também é uma forma de expressão pessoal e coletiva, refletindo o cotidiano, desafios e alegrias das comunidades. Ela permite a expressão de emoções e experiências de forma única, facilitando a cura, celebração e fortalecimento de laços comunitários.

Além disso, mantém uma conexão profunda com a terra e a natureza, muitas vezes imitando movimentos de animais ou elementos naturais, simbolizando a interconexão entre humanos e o mundo natural.

Tipos de Danças de Origem Africanas

Os tipos de danças de origem africanas são incrivelmente diversos, refletindo a rica tapeçaria cultural do continente. Cada região africana contribui com seus próprios estilos e características, resultando em uma variedade impressionante de danças. Estes são alguns exemplos notáveis, separados em tópicos:

Kizomba (África Ocidental)

Kizomba (Foto: Reprodução/Internet)
  • Origem: Angola.
  • Características: Movimentos suaves e sensuais, com forte influência de ritmos como semba e zouk.
  • Contexto: Popular em festas e eventos sociais, simboliza a intimidade e a união.

Azonto (África Ocidental)

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Azonto (Foto: Reprodução/Internet)
  • Origem: Gana.
  • Características: Movimentos expressivos e improvisados, geralmente acompanhados por música afrobeats.
  • Contexto: Representa a alegria e a energia da vida cotidiana, frequentemente vista em celebrações.

Gumboot (África do Sul)

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Gumboot (Foto: Reprodução/Internet)
  • Origem: Minas da África do Sul.
  • Características: Batidas rítmicas feitas com botas de borracha, movimentos sincronizados.
  • Contexto: Criada por mineiros como forma de comunicação e expressão sob opressão.

Tigrinya (África Oriental)

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Tigrinya (Foto: Reprodução/Internet)
  • Origem: Etiópia e Eritreia.
  • Características: Movimentos graciosos e ritmados dos ombros.
  • Contexto: Frequentemente realizada em festivais e celebrações culturais.

Sabar (Senegal)

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Sabar (Foto: Reprodução/Internet)
  • Origem: Senegal.
  • Características: Dança energética e acrobática, geralmente ao som de tambores Sabar.
  • Contexto: Usada em diversas ocasiões sociais, desde celebrações a rituais.

Maasai (Tanzânia)

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Maasai (Foto: Reprodução/Internet)
  • Origem: Povo Maasai na Tanzânia e Quênia.
  • Características: Saltos altos e vigorosos, cantos.
  • Contexto: Expressa a força e a identidade do povo Maasai, comum em cerimônias e competições.

Egungun (Nigéria)

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Egungun (Foto: Reprodução/Internet)
  • Origem: Cultura Yoruba.
  • Características: Dança ritualística com trajes coloridos e máscaras.
  • Contexto: Serve para honrar os ancestrais e invocar bênçãos, com forte significado espiritual.

Hira Gasy (Madagascar)

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Hira Gasy (Foto: Reprodução/Internet)
  • Origem: Madagascar.
  • Características: Combinação de música, dança e teatro.
  • Contexto: Usada para contar histórias e ensinamentos morais, importante na preservação da cultura local.

Cada uma dessas danças não é apenas uma expressão artística, mas também um reflexo das experiências, crenças e história dos povos africanos, desempenhando um papel crucial na preservação de tradições e na promoção da unidade comunitária.

Veja também: Tipos e Origem de Danças Indígenas: Brasileiras, Sagradas e Mais

Tipos de Danças Afro-Brasileiras

Os tipos de danças afro-brasileiras são uma expressão vibrante e essencial da rica tapeçaria cultural do Brasil, refletindo a profunda influência africana na história e identidade do país. Essas danças são uma fusão de tradições africanas com elementos indígenas e europeus, resultando em estilos únicos e expressivos. Entre os mais notáveis estão:

Samba

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Samba (Foto: Reprodução/Internet)

O samba, com suas origens na Bahia, é mais que uma dança; é uma expressão cultural que encapsula a alma do Brasil. Este estilo evoluiu dos ritmos africanos trazidos pelos escravos e se mesclou com influências indígenas e europeias.

O samba que conhecemos hoje é celebrado especialmente no Carnaval, onde escolas de samba desfilam com elaboradas fantasias e coreografias. Seus movimentos incluem passos rápidos e batidas de pés, com um gingado característico que exige bastante coordenação e ritmo.

O samba não é apenas uma dança, mas um elemento vital da identidade cultural brasileira, celebrando a alegria, a resistência e a história do povo.

Maracatu

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Maracatu (Foto: Reprodução/Internet)

O Maracatu, oriundo de Pernambuco, é uma forma de expressão artística que se destaca por sua profundidade histórica e simbolismo. Ele tem suas raízes nas cerimônias de coroação dos reis congos, uma tradição que remonta ao período colonial, quando os escravizados africanos elegiam seus líderes comunitários.

O Maracatu é uma combinação espetacular de música, dança e teatro, com participantes vestidos em trajes coloridos e elaborados, refletindo a influência da realeza africana. Os tambores desempenham um papel central, estabelecendo o ritmo para os dançarinos que se movem de maneira majestosa e digna.

Além do aspecto de entretenimento, o Maracatu é uma expressão poderosa de identidade afro-brasileira e resistência cultural.

Capoeira

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Capoeira (Foto: Reprodução/Internet)

A Capoeira é uma manifestação cultural única que combina arte marcial, dança, música e acrobacias. Originária dos escravos africanos no Brasil, era praticada disfarçadamente, parecendo uma dança, para que pudessem treinar suas habilidades de luta sem despertar suspeitas dos senhores de escravos.

A capoeira é caracterizada por movimentos fluidos, chutes, esquivas e acrobacias no chão ou no ar, acompanhada de música que dita o ritmo da “luta”. Instrumentos como o berimbau, o pandeiro e o atabaque são fundamentais para criar o ambiente da roda de capoeira, onde os participantes interagem em um jogo de agilidade, força e habilidade.

Mais do que uma prática física, a capoeira é um símbolo de resistência cultural e liberdade, com uma rica história de luta e resiliência.

Maculelê

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Maculelê (Foto: Reprodução/Internet)

O Maculelê é uma expressão folclórica dramática e energética, originária da Bahia, que se destaca pela utilização de bastões ou facões durante a dança. Acredita-se que tenha suas raízes nas práticas de combate dos escravos africanos, simbolizando resistência e luta pela liberdade.

Os dançarinos, frequentemente vestidos com trajes coloridos e saias de palha, movem-se ao som de tambores, executando movimentos ritmados que imitam um duelo. O Maculelê é comumente apresentado em grupos, criando um espetáculo vibrante e impactante.

Essa dança não apenas celebra a herança cultural africana, mas também serve como uma poderosa lembrança das lutas históricas enfrentadas pelos escravos e seus descendentes no Brasil.

Frevo

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Frevo (Foto: Reprodução/Internet)

O Frevo é um estilo de dança exuberante e acrobático, originário de Pernambuco, especialmente da região de Recife e Olinda. Caracterizado por passos rápidos, saltos e movimentos agitados, o Frevo é uma explosão de energia e alegria.

Os dançarinos, muitas vezes acompanhados por bandas de metais tocando melodias rápidas e vibrantes, usam pequenas sombrinhas coloridas como parte da coreografia, adicionando um elemento visual distintivo.

O Frevo nasceu no Carnaval e é uma celebração da cultura popular brasileira, misturando influências de marchas, maxixe e elementos da capoeira. Esta dança é um símbolo da identidade cultural pernambucana e foi declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Afoxé

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Afoxé (Foto: Reprodução/Internet)

O Afoxé é uma expressão cultural afro-brasileira com profundas raízes nas tradições religiosas do candomblé. Essa dança-música é caracterizada pela fusão de elementos rítmicos africanos com melodias brasileiras, resultando em um ritmo contagiante e envolvente.

O Afoxé é frequentemente associado a procissões religiosas e festivais, onde grupos de dançarinos e músicos desfilam pelas ruas celebrando e invocando orixás (divindades do candomblé). Os participantes costumam vestir trajes coloridos e típicos, e a música é dominada por instrumentos de percussão como atabaques.

O Afoxé não é apenas uma forma de expressão artística; é uma celebração da herança africana no Brasil, um ato de devoção religiosa e uma afirmação da identidade afro-brasileira.

Cada uma dessas danças é uma celebração da herança cultural africana no Brasil, mantendo viva a memória e os costumes dos antepassados africanos. Elas são mais do que formas de expressão artística; são manifestações de identidade, resistência e história, refletindo as transformações sociais e a diversidade do povo brasileiro.

Veja também: Tipos de Danças Urbanas e seus Estilos: Hip Hop, Locking, Vogue e Mais

Músicas Afro-Brasileira

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Músicas Afro-Brasileira (Foto: Reprodução/Internet)

A música afro-brasileira é uma rica expressão da diversidade cultural e da herança africana no Brasil, misturando ritmos africanos com influências brasileiras diversas. Aqui estão alguns exemplos notáveis, cada um com suas características únicas:

1. Axé

O Axé é um gênero musical vibrante e multifacetado, originário da Bahia, e é particularmente popular durante o Carnaval de Salvador. Caracteriza-se pela mistura de diversos estilos como pop, rock, frevo, forró, maracatu e reggae, criando uma sonoridade única que é ao mesmo tempo alegre e contagiosa.

Este gênero emergiu nos anos 80 e rapidamente se tornou um dos estilos musicais mais populares do Brasil. As letras e ritmos do Axé frequentemente celebram a cultura afro-brasileira, exaltando a alegria, a diversidade e a riqueza cultural da Bahia.

Artistas de Axé como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Claudia Leitte se tornaram embaixadores desse gênero musical, levando-o a uma audiência global.

2. Samba-Reggae

O Samba-Reggae é um gênero musical nascido na Bahia, fruto da fusão entre o samba brasileiro e o reggae jamaicano. Surgiu na década de 1980, durante um período de intensa reafirmação da identidade afro-brasileira, e rapidamente se tornou um meio de expressão e resistência para a comunidade negra.

O Samba-Reggae se destaca por seus ritmos percussivos fortes, muitas vezes executados por grandes blocos afro, como Olodum e Ilê Aiyê. Este estilo musical não é apenas uma forma de entretenimento; é um poderoso veículo de expressão cultural e política, destacando questões de identidade, história e luta contra a discriminação racial.

3. Pagode

O Pagode é um subgênero do samba que surgiu no Rio de Janeiro e São Paulo na década de 1980. Difere do samba tradicional principalmente pelo ritmo mais lento e pelas letras mais focadas em temas românticos.

Instrumentos como o cavaquinho, o pandeiro e o banjo são característicos do pagode, e muitas vezes são acompanhados por uma seção rítmica mais suave. O pagode rapidamente ganhou popularidade e se tornou um dos estilos favoritos em festas e encontros sociais, sendo responsável por alguns dos maiores sucessos da música brasileira nas últimas décadas.

Grupos como Exaltasamba, Fundo de Quintal e Sorriso Maroto são exemplos de artistas que popularizaram o pagode no Brasil.

4. Funk Carioca

O Funk Carioca é um gênero musical que se originou nas favelas do Rio de Janeiro e rapidamente se espalhou por todo o Brasil. Caracteriza-se por suas batidas eletrônicas fortes, com influências claras do hip-hop americano e elementos do samba.

O Funk Carioca é mais do que um estilo musical; é uma voz para as realidades urbanas e sociais das comunidades marginalizadas. As letras muitas vezes falam sobre as dificuldades da vida nas favelas, questões de identidade, amor e diversão.

Este gênero tem sido um ponto de controvérsia devido a algumas de suas letras explícitas e pela maneira como retrata a vida nas favelas, mas também é celebrado como uma expressão autêntica e poderosa da cultura jovem urbana brasileira.

5. Choro

O Choro, frequentemente chamado de “chorinho”, é um dos estilos musicais mais antigos do Brasil, tendo se originado no Rio de Janeiro no século XIX. É conhecido por suas melodias expressivas e complexas, geralmente executadas com instrumentos como bandolim, flauta e violão.

O Choro combina influências europeias, africanas e indígenas, resultando em uma música rica e emocionalmente carregada. Ele é frequentemente considerado a primeira música urbana popular brasileira e tem um papel significativo na história da música brasileira, influenciando muitos outros estilos, incluindo o samba e a bossa nova.

O Choro é uma expressão da alma brasileira, refletindo alegria, melancolia e um virtuosismo técnico.

6. Jongo

O Jongo é uma forma de música e dança afro-brasileira tradicionalmente praticada nas comunidades quilombolas, descendentes de africanos escravizados. É caracterizado por seus ritmos percussivos e cantos em forma de verso, frequentemente acompanhados de tambores feitos de troncos ocos e couro.

O Jongo tem suas raízes nas tradições musicais africanas e é considerado um precursor do samba. As letras dos jongos muitas vezes contêm mensagens codificadas e histórias passadas de geração em geração, refletindo a resistência e a história dos escravizados africanos no Brasil.

O Jongo não é apenas uma expressão cultural; é um símbolo da resistência, da história e da identidade afro-brasileira, mantendo viva a memória dos antepassados e a importância da liberdade e da igualdade.

Cada um desses gêneros musicais afro-brasileiros não só proporciona entretenimento, mas também oferece uma janela para a história, a fé, as lutas e as celebrações da comunidade afro-brasileira.

Veja também: Tipos de Danças de Salão no Brasil: Forró, Bolero, Tango, Samba e Mais

Danças Coletivas Africanas

As danças coletivas africanas desempenham um papel crucial nas sociedades do continente, servindo não apenas como expressão artística, mas também como importantes rituais sociais e culturais. Essas danças variam de uma região para outra, cada uma com características únicas:

1. Zulu Reed Dance (África do Sul)

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Zulu Reed Dance (Foto: Reprodução/Internet)

A Zulu Reed Dance, conhecida como “Umhlanga”, é uma cerimônia anual realizada na África do Sul que destaca a importância da castidade e unidade comunitária. Esta dança é realizada exclusivamente por mulheres jovens, muitas das quais são virgens, simbolizando a pureza e a prontidão para o casamento.

Elas se vestem com trajes tradicionais zulus e carregam caniços longos, que são apresentados à rainha-mãe como um símbolo de sua castidade. Durante a cerimônia, as jovens dançam e cantam, exibindo orgulhosamente sua cultura e tradição.

Este evento não só celebra a cultura zulu, mas também serve como uma plataforma para as jovens mulheres aprenderem e partilharem experiências sobre questões sociais e de saúde.

2. Adumu (Maasai, Quênia e Tanzânia)

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Adumu (Foto: Reprodução/Internet)

O Adumu, também conhecido como a “dança dos saltos”, é uma parte vital das cerimônias de iniciação e festivais dos Maasai, uma etnia indígena do Quênia e Tanzânia. Durante esta dança, os guerreiros Maasai entram em um círculo e competem uns com os outros para ver quem pode saltar mais alto, o que é considerado um sinal de força e vigor.

O Adumu não é apenas uma competição física; é um rito de passagem significativo para os jovens guerreiros, marcando sua transição para a idade adulta. A dança é acompanhada por cantos e batidas rítmicas, com os espectadores formando um círculo ao redor para oferecer apoio e celebrar a comunidade.

3. Gwara Gwara (África do Sul)

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Gwara Gwara (Foto: Reprodução/Internet)

A Gwara Gwara é uma dança moderna originária da África do Sul, que se tornou popular mundialmente. Caracteriza-se por seus movimentos de dança contagiantes e inovadores, muitas vezes incorporados em músicas populares e vídeos de dança.

A dança envolve uma combinação de movimentos assimétricos do corpo, com ênfase especial em movimentos isolados de braço e quadril.

A Gwara Gwara ganhou popularidade em eventos sociais, festivais de música e entre a juventude, tornando-se um fenômeno cultural que transcende fronteiras, simbolizando a criatividade e a expressão da cultura urbana contemporânea africana.

4. Kpanlogo (Gana)

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Kpanlogo (Foto: Reprodução/Internet)

A Kpanlogo é uma dança energética e expressiva originária do Gana, mais especificamente da região da Grande Accra. Surgida na década de 1960, é particularmente popular entre os jovens e é conhecida por seus ritmos afrobeat e movimentos insinuantes.

A dança é realizada ao som dos tambores Kpanlogo, que dão nome à dança, e frequentemente inclui passos que são tanto provocativos quanto alegres, refletindo a liberdade e a criatividade da juventude ganense.

Inicialmente associada a festas de juventude e encontros sociais, a Kpanlogo evoluiu para se tornar uma característica comum em várias celebrações culturais e nacionais no Gana. Ela não só serve como entretenimento, mas também como uma expressão da identidade cultural e da história contemporânea do país.

5. Agbekor (Povos Ewe e Fon, Gana e Togo)

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Agbekor (Foto: Reprodução/Internet)

A Agbekor é uma dança tradicional dos povos Ewe e Fon, que se encontram principalmente em Gana e Togo. Originalmente conhecida como uma dança de guerra, Agbekor era executada pelos guerreiros antes de irem para a batalha.

Com movimentos complexos e dramáticos, a dança é acompanhada de percussão intensa, caracterizada pelo uso de tambores e sinos. Com o passar do tempo, a Agbekor evoluiu de uma dança de guerra para uma forma artística mais pacífica, frequentemente realizada em cerimônias comunitárias, festivais e ocasiões especiais.

Ela oferece uma visão da rica tradição cultural dos povos Ewe e Fon, representando sua história, suas crenças e sua arte, além de ser um meio importante para a preservação da cultura e da história dessas comunidades.

6. Sankofa (Gana)

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Sankofa (Foto: Reprodução/Internet)

A dança Sankofa, originária de Gana, carrega um significado profundo e simbólico, representando a importância de aprender com o passado.

O termo “Sankofa” é derivado do idioma Akan e é frequentemente representado por um pássaro mítico que voa para frente enquanto olha para trás, simbolizando a necessidade de refletir sobre o passado para construir um futuro melhor.

Na dança Sankofa, os movimentos imitam os de um pássaro, enfatizando a graciosidade e a reflexão. Esta dança é frequentemente apresentada em eventos culturais e educacionais, servindo como uma ferramenta pedagógica para ensinar e lembrar as pessoas sobre a importância das raízes e do conhecimento ancestral.

Ela é um lembrete visual e artístico de que, embora olhemos para o futuro, devemos sempre manter uma conexão com nosso passado.

7. Umteyo (Xhosa, África do Sul)

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Umteyo (Foto: Reprodução/Internet)

A Umteyo, também conhecida como dança de tremor ou sacudida, é uma forma de expressão cultural do povo Xhosa na África do Sul. Esta dança é particularmente conhecida por seus movimentos intensos e rápidos do corpo e das pernas, criando uma vibração ou tremor que é central para a sua execução.

Tradicionalmente, o Umteyo é uma exibição de habilidade física e ritmo, frequentemente realizada durante cerimônias tradicionais e celebrações. O aspecto vibratório da dança não só é um espetáculo para os espectadores, mas também serve como uma forma de expressar emoções, contar histórias e celebrar a cultura Xhosa.

Esta dança desempenha um papel significativo nas práticas culturais e nos rituais do povo Xhosa, reforçando a identidade comunitária e a continuidade das tradições ancestrais.

Cada uma dessas danças coletivas africanas oferece uma janela para a cultura, história e valores das comunidades que as praticam. Elas não são apenas um meio de entretenimento, mas também uma forma importante de expressar identidade coletiva, celebrar tradições e fortalecer laços comunitários.

Veja também: Danças Brasileiras: Afro-Brasileiras, Indígenas, Folclóricas e Mais

Ritmos da Herança

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Ritmos da Herança (Foto: Reprodução/Internet)

As danças africanas e afro-brasileiras representam muito mais do que movimentos e ritmos: são expressões vivas de culturas ricas e diversificadas.

Desde as cerimônias sagradas do Zulu Reed Dance na África do Sul até as vibrantes festas de rua com Kpanlogo em Gana, cada dança carrega consigo uma história profunda, refletindo tradições, valores sociais e histórias ancestrais.

Da mesma forma, as danças afro-brasileiras, como o samba e o maracatu, são manifestações potentes da diáspora africana, celebrando a resistência, a identidade e a influência cultural no Brasil.

Essas danças não são apenas formas de entretenimento; elas são instrumentos de educação, preservação cultural e expressão de identidade coletiva. Ao abraçarmos e valorizarmos estas danças, reconhecemos a importância vital da herança africana e afro-brasileira no tecido da história humana global.

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