Conheça Rafaela Cocal, a atriz que brilha como Yandara em “Terra e Paixão”

Rafaela Cocal estreou como atriz em "Terra e Paixão" na TV Globo
Rafaela Cocal estreou como atriz em “Terra e Paixão” na TV Globo (Foto: Reprodução/Instagram)

Rafaela Cocal é o nome artístico de Rafaela Rocha Torres. Sua beleza e maturidade é algo lindo de se inspirar. Atriz e modelo, aos 18 anos, Rafaela se mudou para São Paulo e se matriculou no Teatro Escola Macunaíma, onde começou a alimentar o seu amor pela arte. Hoje, Cocal dá a vida a personagem Yandara em “Terra e Paixão”, exibida na TV Globo

Apesar da descendência indígena, Cocal não é aldeada como Yandara. Em conversa exclusiva com a MixMe!, a atriz contou como foi a construção da sua primeira personagem para a TV. “Quando comecei a estudar essa personagem, eu lembro que uma das preparadoras da Globo falou assim, sempre tenta deixá-lo mais perto de você. E na minha cabeça era totalmente contrário, tipo, eu tenho que me distanciar da personagem pra conseguir viver ela, pra não misturar os dois mundos”, começa.

Diferente de Yandara, Rafaela Cocal não é uma menina aldeada
Diferente de Yandara, Rafaela Cocal não é uma menina aldeada (Foto: Reprodução/TV Globo)

A questão mais desafiadora foi a cultura dos povos indígenas. Enquanto Yandará é nascida e criada pelo povo Guató, Cocal tem descendência do povo Wassu. “Acho que essa é a principal diferença: questão da cultura mesmo, são povos diferentes. O Brasil tem vários povos indígenas e na novela é retratado o povo Guató. Então, essa questão mesmo, da questão dela ser aldeada, era uma coisa que me preocupava muito. Acho que era a maior diferença de viver isso mesmo. Mas as outras coisas, cada vez mais, vêm se cruzando, tanto na minha vida quanto na vida dela”, complementa. 

Antes desfilar e ser fotografada por marcas, Rafaela Cocal estudava biomedicina em Alagoas. O seu maior sonho era ser perita criminal. A jovem passava horas assistindo séries policiais com o irmão mais novo. Aliás, este também é um ponto em comum com Yadara. Ambas possuem um laço familiar bem estreito. 

“Eu sempre cresci muito rodeada dos meus tios, dos meus primos, do meu avô, da minha avó. E a Yandara é assim, a Yandara é família. Ela escuta muito o avô dela, os conselhos do avô dela, os conselhos da mãe dela.Então, acho que isso é a maior semelhança, acho que é esse laço, essa junção que ela tanto prega, de estar perto, de estar escutando, por mais que seja algo que ela não compor, mas ela vai escutar”

Planos para a carreira

Rafaela Cocal ainda que sua experiência no audiovisual a fez entender o que deseja fazer para os próximos anos. A jovem revelou o desejo de terminar os estudo no teatro e se lançar em algumas peças. “Quero muito fazer teatro. Quando a novela acabar, e eu tiver um tempinho assim pra pensar, eu quero voltar, porque acho lindo, assim. Tenho muito vontade de fazer peça também, não só trabalhar no audiovisual.”

Além da novela, Rafaela Cocal participou do SPFW deste ano
Além da novela, Rafaela Cocal participou do SPFW deste ano (Foto: Reprodução/Instagram)

Com o amor crescente pela atuação, Cocal encontrou semelhanças na moda e em sua nova profissão. “Eu de verdade tive um encontro, assim, nas duas áreas, tanto na moda como no teatro, foram encontros. Foram coisas que chegaram para mim no momento certo da minha vida e que consegui lidar no momento certo também”, garante. 

Raízes de Rafaela Cocal

Aos 13 anos, Rafaela Cocal começou a pesquisar sobre a sua ascendência. Aos lado de seus pais, a jovem quis entender melhor a sua origem. Seu bisavô materno era um holandês que se casou com uma indígena. Durante a pesquisa, a família encontrou um estudo da Universidade Federal de Alagoas, a qual mostrou que Conceição era o sobrenome de sua avó. A partir de então, Rafaela descobriu que este sobrenome também é de uma das famílias troncos da aldeia Wassu Cocal, localizado em Joaquim Gomes, Alagoas.

“A gente começou a fazer uma série de pesquisas, fomos na aldeia, fomos conhecer, conhecemos o cacique, conhecemos o pajé, conhecemos todas as lideranças indígenas de lá, tanto mulheres, quanto homens. Entendemos como funcionava aquilo ali e foi uma imersão”, conta. 

Rafaela Cocal é descendente do povoado Wassu Cocal
Rafaela Cocal é descendente do povoado Wassu Cocal (Foto: Reprodução/Instagam)

Cocal também contou como se sentiu ao encontrar as raízes de sua família. “Eu acho que foi muito mais do que realmente afirmar um nome, um sobrenome. Acho que foi para afirmar o que eu estava sentindo como uma mulher indígena. Então, quando a gente chegou lá, a gente teve um ritual, conheceu um projeto lindo, que é a Oca do Saber”, conta.

Além disso, ciente de seu papel social, Rafaela Cocal apoia com material esportivo um time de futebol feminino da aldeia e também ajuda o projeto social “Oca do Saber”, o qual é destinado às crianças e adolescentes indígenas. 

Alagoas abriga mais de 25 mil indígenas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em agosto deste ano. Este número representa 0,82% desta população. Aliás, Pariconha é o município alagoano que concentra a maior parcela, sendo metade de sua população autodeclarada indígena, sendo dividas em três etnias: Jeripankó (povoado Ouricuri), Katokinn (sede municipal) e Karuazú (povoado Campinhos).

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