Anitta na academia: conheça pesquisa científica sobre a artista

Quem acha que o sucesso de Anitta é só entre os fãs, está muito enganado. O trabalho da artista chama a atenção de grupos de pesquisas em diversas áreas do conhecimento.

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Além de ser uma estrela que movimenta o mundo da música pop, a artista provoca discussões que perpassam campos como a sociologia, estética e comunicação. Suas performances, videoclipes, canções e posicionamentos públicos têm sido objeto de diversas pesquisas Brasil afora.

Anitta Vai Malandra
O clipe de Vai Malandra, da cantora Anitta, é um dos analisados no livro sobre Música Pop Periférica (Imagem: Reprodução / YouTube)
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Um exemplo desse interesse da academia brasileira pelo trabalho de Anitta é o livro “Música Pop-Periférica Brasileira: videoclipes, performances e tretas na cultura digital”, da pesquisadora Simone Pereira de Sá.

A autora é professora de Estudos de Mídia e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Voltado para pesquisadores e fãs da música brasileira, o livro traça um panorama sobre a ascensão do funk e outros gêneros musicais pop-periféricos no país, no contexto da cultura digital.

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Anitta é a estrela da narrativa e ganha três capítulos dedicados à discussão de suas músicas, videoclipes e performances. 

“Eu não pretendia escrever especificamente sobre Anitta, mas ela invadiu o livro. Seus videoclipes, performances e polêmicas demonstram a importância do seu trabalho na atualidade. Vai Malandra, por exemplo, um dos videoclipes analisados no livro, provocou discussões sobre estética e política urgentes na sociedade brasileira.” comenta a autora.

Anitta, Funk e Música Pop Periférica no Brasil

Anitta é a representante do que a autora classifica como Música Pop Periférica, que é formada por gêneros musicais nascidos nas periferias das grandes cidades brasileiras, como o Funk.

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O livro é fruto da pesquisa de mais de seis anos de Pereira de Sá sobre o tema. O estudo acompanha as transformações da música brasileira no ambiente das plataformas digitais na última década.

Nas análises, a autora mostra como ocorre a circulação de videoclipes nas redes digitais, com especial atenção para a visibilidade que o funk alcança, para além do Rio de Janeiro, e para o modo como se multiplicou em subgêneros.

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O “funk ostentação paulistano” e o “bregafunk” de Recife, são exemplos de a disseminação do funk a partir da sua circulação no YouTube influencia outras periferias brasileiras.

Livro Música Pop-Periférica Brasileira
Capa do livro Música Pop-Periférica Brasileira (Imagem: Divulgação)

O lançamento de  “Música Pop-Periférica Brasileira: videoclipes, performances e tretas na cultura digital” acontece nesta quinta, 23 de setembro, em uma live no YouTube

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O evento online conta com a participação da autora e de mais duas pesquisadoras: a Profª Drª Juliana Gutmann, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas e do Departamento de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e da Profª Drª Nadja Vladi, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

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Marcelo Argôlo

Marcelo Argôlo é jornalista e pesquisador musical. Autor do livro Pop Negro SSA: cenas musicais, cultura pop e negritude, atua no mercado de comunicação e jornalismo musical desde 2012. Nesse período, teve passagens por redações, agências e assessorias. Atualmente se dedica ao Mix Me e a projetos de produção de conteúdo sobre música pop e negritude.

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