Vítima de Felipe Prior recorda noite traumática: ‘Uma ferida’

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Vítima de Felipe Prior recorda noite traumática: ‘Uma ferida’. (Foto: reprodução/internet)

Felipe Prior, ex-BBB, foi condenado a seis anos de prisão por um estupro de 2014. A vítima, que optou por anonimato, compartilhou sua experiência traumática. “Sempre vai ser uma ferida aberta. Infelizmente, ela faz parte da minha história”, disse ela.

“O que eu posso fazer com ela hoje é mostrar pro mundo que nenhuma mulher merece ter uma ferida dessas. Eu posso ajudar as outras mulheres a terem coragem de se posicionar. Porque isso precisa parar”, continuou.

Estabelecidos como conhecidos na faculdade de Arquitetura, a vítima e Prior mantinham um esquema de carona paga devido à proximidade de suas residências.

Em uma noite específica, logo após uma festa na faculdade, a vítima concordou em aceitar uma carona de Prior. No decorrer do trajeto, Prior, de maneira abrupta, parou o carro, desafivelou o cinto da vítima e, sem mais delongas, iniciou um beijo.

“E aí ele foi pro banco de trás e me puxou, começou a tirar a minha roupa. E, à medida que as coisas iam acontecendo, ele se tornava cada vez mais agressivo comigo.”

Vítima tenta resistir

A vítima tentou resistir, mas Prior se tornou mais violento. “Eu falei: ‘Felipe, eu não quero, não quero’. Eu comecei a tentar resistir fisicamente, e ele começou a puxar meu cabelo. Começou a me segurar pelos braços, me segurar pela cintura.

Ele começou a falar pra eu parar de me fazer de difícil, que é claro que eu queria, que agora não era a hora de falar ‘não’. E começou a forçar a penetração.”

O sangue fez Prior parar, segundo a vítima. “Foi o susto que ele teve que levar para parar a situação. Porque fez uma poça de sangue no carro dele, nele. Ele perguntou se eu queria ir pro hospital, eu falei que não, que eu só queria ir pra minha casa.”

Após o incidente, a mulher de 31 anos confessou, com uma expressão de angústia, que enfrentou crises de pânico e ansiedade. “Na verdade, eu não me enxergava como vítima”, ela revelou. Gradualmente, ela foi escondendo isso de si mesma e, ao mesmo tempo, evitando lidar com a situação.

Eu achava que eu ia conseguir apagar isso da minha vida e seguir em frente, como se nada tivesse acontecido. Mas isso não aconteceu.

Felipe Prior alegou inocência em uma nota compartilhada nas redes sociais. “Através do presente comunicado, com pesar, mas profundo respeito, a defesa de Felipe Antoniazzi Prior recebeu informações pelos meios de comunicação da sentença de procedência da ação penal.

A qual inclusive sequer foi publicada e se encontra em segredo de Justiça. A sentença será objeto de apelação, face a irresignação de Felipe Antoniazzi Prior e de sua defesa, que nele acredita integralmente, depositando-se crédito irrestrito em sua inocência e de que, em sede recursal, lograr-se-á sua reforma, em prestígio à Justiça, reconhecendo-se sua legítima e verdadeira inocência, que restou patentetemente demonstrada durante a instrução processual.”