Vanessa da Mata fala de liberdade em produções sem gravadora: ‘É incrível’

Liberdade! É essa a sensação que Vanessa da Mata vive atualmente. Aos 46 anos, a cantora experimenta novas oportunidades ao seguir o rumo da sua carreira. Tirando todas as inseguranças, traumas e dores do passado, a artista mato-grossense trabalha na divulgação do seu mais novo clipe, da música “Hoje Eu Sei“, e distribui maturidade.

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Em conversa exclusiva com o Mix Me, Vanessa fala sobre a relação com a arte que produz e o despertar do interesse do público.

“A liberdade que eu tenho hoje de não ter uma gravadora, é justamente para escolher as músicas que eu acho que realmente são boas e que vão trazer algo bom ao público. Hoje, muita gente ouve duas músicas do disco e depois se esquecem. Não é como antigamente, que as pessoas ouviam o trabalho inteiro. Mas, essa liberdade é incrível”, destaca.

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Vanessa da Mata comemora liberdade de produzir sem gravadora (Foto: Bruno Fioravanti/Divulgação)
Vanessa da Mata comemora liberdade de produzir sem gravadora (Foto: Bruno Fioravanti/Divulgação)

Com vários hits ao longo da carreira, a cantora e compositora surge deslumbrante em seu nove clipe, que faz parte de seu último – e sétimo – álbum, “Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina“, lançado em 2019. A produção audiovisual é dirigida por Bruno Fioravanti.

Ainda sobre seu mais recente trabalho, Vanessa questiona a solidão como base para a sua evolução e amadurecimento.

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“A canção questiona justamente essa solidão, esse vazio, ao lado de coisas que não me acrescentavam e não davam uma base própria”, destaca.

Leia a entrevista completa

A música “Hoje Eu Sei” apresenta uma letra de maturidade. Como surgiu a inspiração para escrevê-la?

A letra veio em um instante dessas coisas que surgem depois de alguma experiência com o assunto. Eu acho que esse tipo de maturidade para muita gente chega mais cedo, lá na adolescência, onde a gente começa a filtrar as pessoas. E, para quem tem muita empatia, isso demora um pouco. A gente fica insistindo em pessoas que não querem ser ajudadas e outras situações que a gente percebe que não deveríamos ter nos entregado tanto. Acredito que seja uma questão de vivência mesmo. Essa letra veio sem eu escrever em contato com a melodia, cheguei a me esquecer disso. E sonhei com ela depois de um tempo para terminar a composição.

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O single é o último clipe da era “Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina”?

A liberdade que eu tenho hoje de não ter uma gravadora, é justamente para escolher as músicas que eu acho que realmente são boas e que vão trazer algo bom ao público. Hoje muita gente ouve duas músicas do disco, e depois se esquecem e, não é como antigamente que as pessoas ouviam o trabalho inteiro. Mas, essa liberdade é incrível, não vou te dizer que é o último, eu ainda sinto vontade de fazer “Tenha dó de Mim” [feat com Baco Exu do Blues], e outras músicas do álbum.

Em nova música de trabalho, Vanessa da Mata questiona a solidão como base para a sua evolução e amadurecimento (Foto: Bruno Fioravanti/Divulgação)
Em nova música de trabalho, Vanessa da Mata questiona a solidão como base para a sua evolução e amadurecimento (Foto: Bruno Fioravanti/Divulgação)
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Sobre o clipe de “Hoje eu Sei” como surgiu a ideia da criação do roteiro?

A criação do roteiro foi relacionada com a celebração da música, que é o tempo. Na verdade, estamos dizendo sobre uma solidão interna, onde eu jogo as cores, eu jogo as jabuticabas e me preencho. A canção questiona justamente essa solidão, esse vazio, ao lado de coisas que não me acrescentavam e não davam uma base própria.

Você tem alguma música favorita do último álbum? Ou ama todas iguais?

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Bom, eu tenho uma música que, para mim, é a mais bonita que eu já fiz até hoje. Ela é simples, ela fala do amor como uma coisa poética, divina e funcional ao mesmo tempo. Ela tem um ‘fogo‘ que esse amor dá, que é a canção “Demais pra mim”.

Você já passou por algum processo que foi difícil saber quem era dor, luz e fuga, assim como diz a letra do último single?

Essas coisas são muito confusas. A fuga, em sua maioria das vezes a gente não quer ver que é só isso. Assim como a luz, onde as pessoas enganam e não mostram seus defeitos no início de tudo. Todo mundo no fundo quer conquistar.

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Confira o clipe de “Hoje Eu Sei”:

Ouça o álbum “Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina”:

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Rafael Carvalho

Redator e repórter de entretenimento

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