Ney Matogrosso abre o jogo sobre sexualidade e fala sobre preconceito

Aos 80 anos, Ney Matogrosso não tem medo de se mostrar como é e de falar o que sente. Em entrevista ao Gshow, o artista consagrado falou sobre sua presença impactante no palco, sobre sexualidade e sobre a finitude da vida.

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Ney é conhecido pela sua performance arrebatadora nos palcos e tem bastante consciência disso. “Estou no palco para ser olhado. As pessoas saíram da casa dela, pagaram ingresso para me ver, então elas vão me assistir na melhor maneira que eu puder mostrar. “, declara ele deixando bem claro que tudo não passa apenas de fantasia.

“No dia a dia não faço questão alguma de ser notado, prefiro observar do que ser observado. Não necessito daquilo, nem saberia carregar esse personagem, seria muito difícil, porque não sou daquele jeito.”

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Ney Matogrosso abre o jogo sobre sexualidade e fala sobre preconceito (Foto: Leo Aversa/Divulgação)
Ney Matogrosso abre o jogo sobre sexualidade e fala sobre preconceito (Foto: Leo Aversa/Divulgação)

O veterano também sempre falou abertamente sobre sua sexualidade, na conversa ele relembra um caso de homofobia que sofreu ainda no início da carreira, quando foi se apresentar em um curso, em São Paulo, na década de 1970.

“Cheguei lá para cantar e me xingaram, virei de costas e comecei a requebrar. Um rapaz veio e cuspiu em mim, e eu revidei. Ele disse que subiria no palco e quebraria minha cara. Eu estava com uma queixada de burro na minha mão que usava na apresentação e disse: “Sobe, que eu racho seu crânio”. Claro que não subiu, mas se tivesse me enfrentado, teria tomado uma ossada na cabeça.”

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Sendo um dos maiores nomes da música popular brasileira, ele fala como lida com ataques homofóbicos e machistas no dia a dia.

“Nunca me guiei, nem deixei levar, por esse tipo de mentalidade. Sempre fui independente: sou assim, vocês têm que me respeitar. Sou dessa maneira e pronto. Não estou pedindo licença a ninguém para existir. Podem não gostar de mim, mas exijo que me respeitem.”

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Ney ainda mostra que não abre mão de disfrutar dos prazeres da vida , independente da idade, e não quer se encaixar em nenhum padrão.

“Gosto de gente e gosto de sexo. Por que não gostaria? Por que tenho 80 anos? Se houver empatia, desejo e reciprocidade, sim, por que não? Não sou e nem quero ser casado com ninguém.”

E ele segue com força total nos palcos, não quer nem pensar em aposentadoria: “Não penso nisso, só se for impedido. Minha vida é no palco. Quando perguntado sobre o fim da vida, Ney responde que não tem medo da morte e não faz planos a longo prazo para o futuro.

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“Não penso e nem me assusto com isso. É a única certeza que temos. Como ter medo de morrer? Meus planos são a muito curto prazo. Quero estar preparado para esse momento. Gostaria de ser como um iogue, sentar e dizer: “foi um prazer inenarrável estar com vocês. Tchau” e ir embora.

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Rafael Lima

Jornalimo pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Possui passagem por assessoria de comunicação e produção de críticas musicais desde 2020 em redes sociais. Apaixonado pelo universo e cultura pop, pesquisa e produz conteúdo para o nicho desde 2019.

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