Jogo play-to-earn feito por brasileiros permite que usuários ganhem dinheiro enquanto jogam

Jogos play-to-earn viraram moda nestes últimos tempos, permitindo recompensas em criptomoedas a jogadores que conseguem completar metas específicas. E, atentos a essa indústria em ascensão, empresas e pessoas do mundo inteiro, inclusive do Brasil, vêm desenvolvendo iniciativas. Este é o caso de Sérgio Nunes, líder da desenvolvedora canadense MoonLabs Studios, que se uniu a uma empresa de criptomoedas para criar o game Devikins.

Junto à Klever, a MoonLabs Studios criou o jogo mobile do gênero RPG, que recompensa jogadores com criptomoedas e permite que criem personagens. Apesar da  sede da MoonLabs estar no Canadá, esse é o seu primeiro jogo desenvolvido neste país, e metade da equipe é composta por brasileiros. Já Nunes atuava anteriormente com a EA, no desenvolvimento do Fifa Soccer, mas saiu para investir nos criptogames.

“Entendemos que a interação com criptomoedas nem sempre é amigável para iniciantes. Tendo isso em mente, Devikins coloca diversão, usabilidade e jogabilidade em primeiro lugar, deixando a interação da carteira de criptomoedas em segundo plano, e fornecendo uma solução de utilização simples”, explica o chefe da desenvolvedora.

O game é gratuito, mas oferece a possibilidade dos usuários ganharem dinheiro real ao coletar e vender NFTs exclusivos ou obtendo a criptomoeda do jogo, o DVK. Com a sócia do projeto, a Klever, jogadores podem negociar seus DVKs e NFTs. O sistema é semelhante ao dos sites de jogatina online, como os cassinos virtuais, com a diferença que essas plataformas trazem a opção de pagar em Real, e não apenas em cripto, e ainda oferecem bônus de cassino para novos jogadores que queiram conhecer a plataforma sem gastar nada no início. Essas operadoras muitas vezes também aceitam cupons e trazem promoções periódicas, como giros grátis em máquinas de caça níqueis.

Devikins

De acordo com Sérgio Nunes, o Devikins foi desenvolvido para que o jogador fique em primeiro lugar a todo momento. “Cada personagem jogável em Devikins é um NFT, o que significa que é proprietário de um personagem jogável totalmente único no universo Devikins, e no mundo real. No jogo, os gamers colecionam esses personagens conhecidos como Devikin. Em uma segunda fase, que deve acontecer em setembro, Devikins utilizará um sistema de combate baseado em turnos, com mecânicas de RPG permeadas de um toque especial para que se adequassem ao tema do jogo. Os jogadores formarão suas equipes”, explica o fundador.

Take4Games

E por falar em brasileiros desenvolvendo games NFT, recentemente o estúdio Take4Games anunciou o lançamento do seu jogo play-to-earn, Universus, para o terceiro trimestre de 2022.

A empresa brasileira já disse que o Universus contará com diversos mini-jogos, todos funcionando com tokens no sistema jogue-para-ganhar. A startup ainda disse que vem alocando mais de 26 profissionais no desenvolvimento do Universus, realizando várias parcerias, como a feita com o canal “Você Sabia?”, Transfero Crypto, One Percent, Bichara&Motta Advogados e IQ Protocol.

Segundo um dos fundadores da startup criadora do game, Gab Araujo, o objetivo da empreitada é democratizar o acesso deste tipo de jogo no Brasil, país que está atrasado frente aos outros mais desenvolvidos neste setor. Outro fundador, Léo Murakami, afirmou que o game ficará acessível a todos os públicos, como jogadores casuais e competitivos, e que a sua economia será sustentável, com uma narrativa de exploração espacial. Ele também disse que o Universus ficará disponível tanto para celular quanto para computador, o que traz ainda mais acessibilidade para a experiência.

O valor inicial dos avatares em NFTs será de US$5. No ecossistema do game, esses avatares serão chamados de Androids, e com eles os jogadores poderão descobrir novos planetas com naves espaciais, carregar uma tripulação, e ter acesso a novos recursos. Aqueles usuários que possuírem mais de uma nave espacial poderão alugá-las para outros através de contratos seguros para ambas as partes.