Janja se pronuncia sobre ataques ao congresso e expõe Lula em desabafo

Janja
Janja e Lula (Imagem: Reprodução / Instagram)

Janja Lula Silva decidiu quebrar o silêncio a respeito dos ataques ao congresso no DF, em Brasília, neste domingo (08). A primeira-dama demonstrou sua indignação com o ocorrido e se pronunciou nas redes sociais.

“Por anos, a esquerda fez manifestações com milhares de pessoas em Brasília, com muito mais gente nas ruas do que vimos ontem. E apesar de muitos confrontos, nunca se fez com o patrimônio público o que foi feito ontem”, começou.

“Manifestações públicas fazem parte da democracia. Mas estes atos não foram uma manifestação democrática. O povo brasileiro reconhece isso e repudia o que aconteceu ontem. E o mundo democrático sabe o que estava em curso e não vai aceitar retrocessos no Brasil”, declarou a esposa do presidente Lula.

“Apesar da destruição promovida por vândalos sem qualquer respeito pelo nosso patrimônio e pelo nosso país, estamos hoje aqui no Planalto, trabalhando para reconstruir o Brasil”, revelou.

Para completar, Janja mandou um recado para o presidente. “A democracia não vai se dobrar e o presidente Lula não vai baixar a cabeça. Era o que dona Lindu sempre dizia a ele e é o que o povo brasileiro espera dele nesse momento: não baixe a cabeça nunca, Lula”, finalizou.

O presidente Lula se pronunciou depois da invasão no DF e disse que haveria intervenção da polícia federal. “Ouve incompetência, má vontade na segurança do distrito federal”, declarou. Segundo o político, as pessoas envolvidas nesses atos não devem ficar impunes.

A cantora Anitta usou suas redes sociais para protestar sobre o ocorrido. “Que terrível isso tudo. O Estado Democrático de Direito deve ser defendido e não atacado. O que aconteceu ontem foi um crime contra a democracia e a nossa nação. Que os 3 poderes encontrem juntos um caminho para combater esses atos e que a justiça seja feita a favor do nosso país”, disse a artista.

Entenda

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto no domingo (08) e destruíram o que foi possível do patrimônio público, dentre os objetos haviam itens importantes.

De acordo com o G1, mais de 1,2 mil foram detidos lá. Acampamentos que estavam montados por bolsonaristas desde o fim das eleições também começaram a ser desmontados em outras capitais, como São Paulo, Belém e Rio de Janeiro.