Entenda o que significa “Açaí guardiã, zum de besouro um ímã”, letra de Djavan

O cantor Djavan consagrou-se na música popular brasileira e possui uma das carreiras mais consistentes do meio artístico nacional. Em seu aniversário, suas músicas tendem a adquirir mais visibilidade e, todo ano, ressurgem comentários indagando o sentido da música “Açaí”. No início de 2010, Djavan resolveu esclarecer o significado por trás de suas palavras poéticas em entrevista.

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Djavan
Entenda o que significa “Açaí guardiã, zum de besouro um ímã”, letra de Djavan (Foto: Leo Aversa)

Aparentemente, a falta de compreensão dos críticos de sua composição, especificamente do trecho “Açaí guardiã, zum de besouro, um ímã, branca é a tez da manhã”, é algo que incomoda o artista há algum tempo.

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Segundo ele, seu desconforto decorre do fato de taxarem suas letras de “nonsense”, com palavras escolhidas apenas pela sonoridade e pela rima. Em seu aniversário de 73 anos, o cantor alagoano relembra a explicação que deu acerca do sentido de “Açaí” a Charles Gavin, no programa “O Show do Vinil”, que passava no Canal Brasil no início de 2010.

“Houve um período que se acostumaram a falar que a minha letra tinha essa particularidade, que às vezes eu uso a palavra só por causa do som. Usaram muito um verso meu para determinar que a minha letra, às vezes, era meio nonsense e tal. Por exemplo: ‘Açaí guardiã, zum de besouro, um ímã, branca é a tez da manhã’. Para mim, não é nada nonsense, tem todo um conteúdo. Não há nenhuma pessoa que viva no Norte do Brasil que não entenda que o açaí é a fruta que faz com que a subsistência daquelas pessoas esteja garantida, porque é uma fruta abundante, barata, muito nutritiva, com ela se faz tudo. Por isso, ‘açaí guardiã’. Todo nortista entende esse verso”, enfatiza o cantor.

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Sobre o resto da música, Djavan explica:

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Zum de besouro, um imã. Todo mundo que gosta da natureza é impossível não ouvir um zumbido qualquer e não se interessar por quem o está produzindo. Por isso, um ímã”, explicou ele. “E ‘branca é a tez da manhã’, se você acordar 5h da manhã num dia meio nublado, a vida está branca. Não há nada de nonsense nesseverso. O que há é a falta de alcance de alguns críticos que nos pune pela sua ignorância. Eu não posso fazer nada. Mas o verso está ali, é lindo. Nâo há nada na letra que não faça sentido. Tudo faz o maior sentido”.

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Milena Cerqueira

Formada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), tenho interesse e experiência em jornalismo cultural, comunicação interna e assessoria de imprensa. Na área acadêmica, realizei pesquisa referente ao trabalho de conclusão de curso nas áreas de música e cultura pernambucana.

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