Cleo Pires dá detalhes de livro sobre abuso e expõe relacionamentos

Cleo Pires está lançando “Todo mundo que amei já me fez chorar“, seu primeiro livro de ficção, escrito em parceria com a roteirista Tatiana Maciel. A obra fala sobre relacionamento tóxico e os vários tipos de abusos gerados por eles. Já no início, a artista, que já falou sobre o assunto nas redes sociais, deixa clara sua intimidade com o tema.

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Cleo Pires dá detalhes de livro sobre abuso e expõe relacionamentos (Foto: Reprodução/Instagram)
Cleo Pires dá detalhes de livro sobre abuso e expõe relacionamentos (Foto: Reprodução/Instagram)

“Gostaria de agradecer a todas as pessoas inesperadas que cruzaram meu caminho e me surpreenderam com seu colo (…) quando estava intoxicada e machucada por pessoas que não sabem amar (não foram poucas vezes)”.

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Em entrevista para o jornal O Globo, a atriz e cantora explicou que os contos que são retratados no livro, embora sejam ficcionais, são inspirados por relatos e vivências das autoras e de outras pessoas.

“Os contos são sobre relações tóxicas que acabam tendo espaço para serem abusivas. Em todos elas, eu me vi ou vi em alguém muito próximo. O livro foi um processo de cura. Mas dolorido também. Porque você acaba revivendo coisas que achava que estavam resolvidas e acaba sofrendo mais um pouco com o que havia sofrido lá atrás.”

Cleo detalha que o processo de escrita a quatro mãos ocorreu entre lágrimas e risos, já que a abordagem mexia com suas próprias experiências, e a intenção era tratar tudo de forma “acolhedora e leve”. “Eu chorei mesmo, mas ri muito também, porque sabemos rir de nós mesmas” disse Tatiana Maciel.

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O livro tem prefácio assinado pela filósofa e escritora Djamila Ribeiro e ainda deve render uma música e um videoclipe, a serem lançados futuramente. Nos contos, as autoras não chegam a tratar de casos de violência física extrema, mas há descrições de dinâmicas abusivas dentro de uma família, as cobranças em relação ao corpo e ao comportamento e pequenas violências do cotidiano, como bater porta, chutar objetos, falar alto.

A questão do corpo, mais especificamente mexe diretamente com as emoções de Cleo, que cresceu como símbolo sexual aos olhos do público.

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“Sempre consegui deixar as coisas superficiais no lugar delas.  Mas quando vi que (ser ícone de beleza) atingia diversas camadas da minha existência, não só ficou mais divertido isso como acabou me trazendo para lugares onde eu sentia que precisava quebrar esses rótulos. Acho delícia ser considerada sexy, mas não quando isso te limita.”

A parceria entre Cleo e Tatiana se deu, segundo elas mesmas, a partir de um olhar de empatia.  Fazia tempo que a artista queria escrever um livro, mas se sentia (e ainda se sente) bloqueada, acreditando se expressar melhor com a música.

Foi aí que ela foi até  Maciel, uma autora que, nas suas próprias palavras, soube “entrar na minha alma e tirar o que saí dali”. Cleo mandava áudios que eram transformados em texto pela escritora.

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“Foi mágico, de virarmos irmãs tendo se visto umas três vezes por zoom”, declara Maciel. “A empatia foi completa, uma troca de muita confiança. (A união das mulheres) é uma questão de sobrevivência. Se não nos damos as mãos, não sobrevivemos.”, completa.

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Rafael Lima

Jornalimo pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Possui passagem por assessoria de comunicação e produção de críticas musicais desde 2020 em redes sociais. Apaixonado pelo universo e cultura pop, pesquisa e produz conteúdo para o nicho desde 2019.

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