Bolsonaro: ”Levei facada nas costas, mas ainda estou de pé”

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Bolsonaro: Levei ‘facada nas costas’, mas ainda estou de pé. (Foto: reprodução/internet)

O ex-presidente Jair Bolsonaro atacou a recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível por oito anos. Ele rotulou essa decisão como “uma facada nas costas”, mas, mesmo assim, garantiu que sua saída do cenário eleitoral, ainda que temporária, não marcaria o fim da direita brasileira.

Ele declarou, fazendo referência ao atentado que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018, “Tentaram me matar em Juiz de Fora há pouco tempo com uma facada na barriga e hoje me deram uma facada nas costas por abuso de poder político”.

Entenda declaração

Essa acusação veio após Bolsonaro ser condenado por uma reunião controversa em Brasília, onde discutiu a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro com embaixadores de vários países.

Em um tom questionador, Bolsonaro afirmou, “Na reunião com os embaixadores, perguntei se alguém adota esse tipo de eleição no seu país. Ninguém adota, só nós. Será que só nós estamos certos?”.

Bolsonaro também sustenta que esta pode ser a “primeira condenação por abuso de poder político, crime sem corrupção”.

Enquanto pensa em como contestar a decisão com seus advogados, Bolsonaro planeja continuar ativamente na política, ajudando o PL a conquistar o maior número de prefeitos na próxima eleição.

“Não vamos desistir do Brasil, afinal de contas tenho uma filha de 12 anos que pretende continuar no país”, disse.

Ele reafirmou sua crença na inocência, questionando a segurança do sistema eleitoral brasileiro e criticando as urnas eletrônicas. “Voto impresso, desde 2012 eu luto por isso”, ressaltou.

Tumulto no dia 8 de janeiro

Bolsonaro desafiou aqueles que tentaram associá-lo ao tumulto inspirado em golpe de 8 de janeiro deste ano, declarando que sempre respeitou a Constituição e jogou “dentro das quatro linhas”.

Ele negou qualquer tentativa de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu me recolhi, a transição foi feita na absoluta normalidade, ninguém do PT pode reclamar de um ministro meu sobre a transição. No dia 30 eu saí do Brasil e, infelizmente, aconteceu o que aconteceu no dia 8 de janeiro”, explicou.

Contrariando a opinião popular, Bolsonaro insistiu que os protestos bolsonaristas naquele dia não tinham caráter golpista. “Quem fala em golpe é analfabeto político, ninguém vai dar golpe com senhorinhas com bandeira do Brasil nas costas. Lamentamos a depredação, as pessoas que fizeram isso têm que arcar com suas responsabilidades”, disse.

As declarações foram feitas em Belo Horizonte, onde Bolsonaro passou boa parte do dia devido ao funeral de Alysson Paulinelli, ex-ministro da Agricultura no governo Ernesto Geisel.

No pronunciamento, ele também criticou o governo Lula e líderes de esquerda da América Latina, incluindo os presidentes de Cuba, Venezuela, Bolívia e Nicarágua.

Bolsonaro encerrou atacando o que ele vê como uma restrição crescente aos espaços de direita no Brasil, principalmente nas redes sociais.