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Taylor Swift e Beatles estão na playlist da banda Metronomy



Os britânicos da banda Metronomy logo estarão no Brasil para mais shows, um deles no Popload Festival. O MIXME bateu um papo com o guitarrista Joseph Mount, que falou sobre o novo álbum “Love Letters”, o cenário indie, e ainda montou a playlist de hoje, que tem Taylor Swift.

taylor swift metronomy 2

MIXME: Como você se sente de estar entre listas dos melhores álbuns do ano?

Joseph Mount: Fantástico. Eu meio que tinha esquecido que já chegou essa época do ano. O ano passou tão rápido. Mas é ótimo, brilhante.

MIXME: Você lê as resenhas e críticas feitas por sites de música?

JM: Eu leio, e eu acho que é bom fazer isso. Quer dizer, às vezes não é. Por exemplo, quando você lê uma crítica ruim, não é muito legal. Mas é interessante ler. A coisa é que não importa quantas resenhas boas você lê, você sempre acaba encanado com as ruins. É mais fácil esquecer uma boa.

MIXME: “The English Riviera” foi muito bem resenhado, por sinal. Quando vocês foram compor o último álbum, “Love Letters”, teve algum tipo de pressão por causa disso?

JM: Sim, mas foi a pressão de querer fazer uma coisa que empolgue a você mesmo. Eu não fiquei cismado com o que as outras pessoas iam dizer. Você precisa se desafiar a ir mais longe em cada música que você faz. É uma pressão boa.

MIXME: E como foi a composição do álbum? Quais foram as suas inspirações?

JM: Hm… Estou tentando lembrar. Eu acho que eu tentei fazer de um jeito relaxado, fazendo em casa com um violão, ou algo assim, brincando com algumas ideias. Tentei surgir com ideias simples, foi bem tranquilo. Como eu sabia que iria gravar em um estúdio analógico, foi isso que me deixou realmente empolgado com as ideias do que eu poderia fazer. Tiveram também as coisas que nós escutamos, nossas referências, como músicas dos anos 60, The Beatles, Stevie Wonder…

MIXME: Desde o início do Metronomy, o que mudou mais no cenário musical mundial?

JM: Oh… Tudo mudou. Eu acho que isso é engraçado, porque quando a gente começou a tocar eu tinha por volta de vinte e dois anos. A diferença é como você enxerga as coisas com o passar do tempo, entre os meus vinte e dois anos e, agora, os meus trinta e dois. É mais sobre a mudança da sua percepção do que a mudança da indústria da música ou algo assim. Eu acho que eu ainda meio que não consigo entender a música dos jovens, é como se tornar um tiozão.

MIXME: Hoje em dia tem mais espaço para bandas indie?

JM: Eu não tenho certeza. Eu não acho que tenha mais espaço. Eu acho que o problema é que a música pop tem ido para o lado eletrônico, muitos artistas grandes de pop. O jeito como eles sobrevivem é diferente do jeito como artistas indie sobrevivem. É muito difícil para uma banda competir com Taylor Swift ou One Direction, coisas assim, sem se tornar um U2. Eu acho possível, mas não é tão fácil quanto costumava ser.

MIXME: Você escuta esse tipo de música pop?

JM: Sim, com certeza. Eu gosto. Eu ouço, é um jeito muito interessante de entender o que tá acontecendo no mundo.

MIXME: Quais são seus artistas preferidos ultimamente?

JM: Eu escuto o álbum da FKA Twigs, é interessante. Eu gosto muito daquela música “Shake It Off” da Taylor Swift, é legal. E sabe? Quando você está em turnê, você não escuta tanta música, esse é o problema. E tem música que você escuta e não sabe de quem é, então eu não consigo dizer mais.

MIXME: Como você escolhe as músicas para remixar?

JM: Eu não faço mais muitos remixes. O último que fiz foi há uns quatro anos, da Lady Gaga. Foi até para pegar uma carona da carreira dela (risos). Acontecia diferente com cada artista, eu acabei ficando amigo de alguns.

MIXME: Você conhece música brasileira?

JM: Não tanto quanto eu devia. Eu conheço Cansei de Ser Sexy e Bonde do Rolê, da cena antiga. Eu não conheço o cenário atual. Eu fiz um remix da CSS há muito tempo.

MIXME: A última vez que você veio ao Brasil, o show foi muito elogiado. Você lembra alguma coisa do show?

JM: Eu lembro que a gente teve um show doido, doido em São Paulo, em uma casa de show muito quente. Estava todo mundo bravo, falando sobre isso. E, no Rio, foi uma arena aberta. O público estava muito empolgado, e é ótimo estar em um lugar que a sua empolgação casa com a da multidão.

MIXME: Alguma surpresa para os próximos shows por aqui?

JM: Talvez vocês possam esperar algumas. Mas é uma surpresa… (risos). Não, nós estamos tentando trabalhar em músicas novas e fazer algumas versões covers, então talvez nós tenhamos isso pronto quando chegarmos aí.

Confira também a playlist feita pelo cara:

The Beach Boys – Darlin

Taylor Swift – Shake It Off

The Beatles – Blue Jay Way

Stevie Wonder – Never In Your Sun

Metronomy – Radio Ladio

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