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Lily Allen: “Tidal irá levar as pessoas de volta a pirataria”



Lily Allen fez críticas ao Tidal, novo serviço de streaming adquirido recentemente por Jay-Z. Consequentemente, questionou a indústria musical na era da internet.

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O Tidal é similar a serviços como o Spotify e o Deezer. No entanto, custa um pouco mais caro: quem optar por uma qualidade de áudio mais baixa, deverá pagar US$ 9,99 por mês (R$ 30,). Quem preferir o som de alta definição, sem perda de qualidade, terá de desembolsar US$ 19,99 (R$ 60). Não haverá opção gratuita, diferente dos outros aplicativos.

Segundo Jay-Z, que adquiriu o Tidal por 56 milhões de dólares, seu objetivo é “voltar a valorizar a música”. Em entrevista à Billboard, declarou: “as pessoas não estão respeitando a música, e estão desvalorizando o que ela realmente significa”. Na coletiva de imprensa realizada para falar sobre o lançamento, grandes nomes da música estiveram presentes, como Madonna, Rihanna e Kanye West. Alicia Keys, responsável pela apresentação, afirmou que o programa visa “preservar a música”, não se tratando de lucros.

Adotando uma opinião mais crítica, Lily Allen se manifestou pelo Twitter: “Eu amo muito o Jay-Z, mas o Tidal é muito mais caro quando comparado a outros bons serviços de streaming. Ele levou os grandes artista […] e os fez exclusivos ao Tidal (estou certa em pensar assim?). As pessoas vão voltar aos montes para os sites de pirataria…”.

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Para a cantora, ao colocar grandes artistas como exclusivos do Tidal, a estratégia de Jay-Z terá um efeito contrário: tendo de pagar pelo serviço, que não é barato, o público optará pelo download ilegal das canções. Ela também destacou o impacto negativo que o novo programa irá causar nos artistas menos conhecidos, que ainda não são milionários e contam com o retorno dos serviços de streaming.

Ainda pelo Twitter, Lily Allen trocou ideia com um usuário que a questionava, afirmando que o programa de Jay-Z se diferencia pelo oferecimento de som em alta qualidade. A dona do sucesso “Smile” rebateu essa opinião: “A resolução não significa nada se seus headphones são uma porcaria”. Acho que é o caso da maioria, né?

E você, o que acha? Considerando que a maior parte da renda dos serviços de streaming fica para as gravadoras, será que cobrar mais do usuário é a melhor solução?

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