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Iggy Azalea diz que queria apagar 2015 e as “controvérsias”



Iggy Azalea é a nova capa da revista ELLE do Canadá e disse que gostaria de apagar tudo que aconteceu em 2015 – e quem não quer?

Iggy Azalea diz queria apagar 2015 e as "controvérsias"

Para a revista, a rapper contou como o ano de 2015 foi complicado e como quer transformar tudo em 2016.

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Durante a entrevista para a ELLE, depois de fazer as sessões de fotos que em breve serão disponibilizadas, Iggy Azalea disse como foi complicado lidar com as “intrigas” nas redes sociais e quase perdeu o controle. “Eu estou de volta às redes sociais, mas no tempo que fiquei fora determinei algumas regras para que eu não seja sugada outra vez. Para mim, o que aconteceu, não apenas nas redes sociais mas também na minha carreira, foi um redemoinho. Eu comecei a sentir que estava perdendo o controle e não era apenas em como as pessoas escreviam coisas sobre mim ou percepções de quem eu sou, mas em tudo”.

Sobre 2015 e arrependimentos, a australiana queria não ter vivenciado tanta polêmica e turbulência – a gente te entende, viu?. “Se eu pudesse teria aquele aparelho do ‘Homens de Preto’ e apagaria 2015. Seria incrível! Ai, meu Deus, tantas coisas. Acho que aquilo com a Azealia Banks foi quando tudo começou. Não gostamos uma da outra em um nível pessoal e isso foi muito longe, antes mesmo do incidente com o Black Lives Matter. Apesar de eu ainda odiar a Azealia, eu disse coisas de certa forma que aparentou que eu estava criticando o movimento”, disse.

“Tanta gente acredita que eu não me importo com o rap e a comunidade, mas eu absolutamente me importo, do fundo do coração! Esse é o motivo do incidente com Q-Tip ter me irritado tanto: por que você acha que eu preciso de uma aula de história? Porque com certeza se eu não soubesse nada de hip hop, eu não mixaria pop e rap juntos? Ou eu não faria rap com um sotaque americano se eu não entendesse? Eu só tenho uma perspectiva diferente do rap. Eu amo aprender sobre hip hop, eu amo ler sobre isso e eu realmente amo debater com outras pessoas sobre isso”.

Questionada sobre as críticas que recebe e se acredita nelas, Iggy tentou balancear as coisas. “Sim e não. Você não gosta de mim porque eu canto rap com sotaque americano e eu não sou americana? Bem, isso é válido em algum nível, porque essa é a sua opinião e eu não vou mudar isso. Mas eu não estou tentando soar como se eu fosse negra – eu só cresci em um país onde a televisão, a música e o cinema são americanos ou então com um australiano com sotaque americano. Então eu nunca vi algo de estranho nisso. E eu acho que isso é difícil para os americanos entenderem porque quando você olha para a indústria do entretenimento, a cultura americana é dominante em todo o globo (…) É o que eu ouvi e o que eu vi, como você pode não entender que isso seria influência para mim?”.

“Eu acho que é importante que a música reflita o que está acontecendo na sociedade. Mas eu quero ser a pessoa que você vai ouvir por quatro minutos e não pensar nessas coisas e isso é importante também… Eu não vou começar a rimar do nada sobre problemas policiais; isso não é o que eu faço. Há outros grandes artistas que fazem isso, como Kendrick Lamar e J. Cole. Eu não estou aqui para oferecer esse comentário, mas isso não significa que eu não me importo! Eu não acho que todos precisam ser tudo – tipo, Katy Perry precisa fazer música sobre política? Eu acho que é bom ser capaz de se divertir um pouco”,  respondeu quando foi questionada se falaria sobre problemas sociais.

Iggy aproveitou o espaço para dizer que sabe das questões de apropriação cultural e raciais no rap. “É uma cultura negra e música negra, então isso se torna uma conversa racial – versus Keith Urban, que está fazendo música country, que é considerada coisa de branco. Torna-se uma área muito difícil, e tornou-se mais ainda em 2015. Os Estados Unidos tem uma história tão cheia de raça e eu não sabia o quão prevalente é o racismo e como isso machuca as pessoas até eu me mudar para cá e ver isso com meus próprios olhos. Como morava na Austrália eu pensava ‘bem, isso não acontece mais’. Não é algo que você pode entender quando está do outro lado do mundo. Mas muitas pessoas acham que eu ainda vivo nessa bolha e que eu não entendo que os EUA está configurado de uma maneira que não beneficia minorias. Eu vivi aqui durante dez anos agora, e eu não quero que seja dessa forma também. Eu vou me casar com um homem negro e meus filhos serão metade negros. É claro que me preocupo. E eu entendo se você não fica confortável com o meu rap com sotaque americano, e você tem direito as suas próprias opiniões, mas você não precisa ouvir minha música. Eu vou continuar fazendo música”, pontua.

Sobre o próximo álbum “Digital Distortion”, Iggy disse que não será nada agressivo. “É divertido, mas é mais maduro. Eu não queria que os comentários das pessoas me levassem para longe do meu estilo musical. Tem um pouco de “foda-se aquilo” e “foda!”, mas eu quero que as pessoas escutem e se sintam bem”.

Se quiser ler a entrevista completa em inglês, é só clicar aqui.

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