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Biel conta onde foi parar o “MC” e novidades da carreira em entrevista



Em entrevista exclusiva, Biel comenta o sucesso de seu EP, a produção de seu primeiro álbum, a evolução de seu som e muito mais. Confira.

Biel Entrevista

O tanquinho continua o mesmo, mas o Biel deu adeus ao “MC” e está se aproximando mais da música pop.

O senhor moço de 19 anos está divulgando seu EP, “Biel”, que conta com faixas já conhecidas e adoradas pelos fãs, além do single “Demorô”, que dá o pontapé inicial à nova fase.

Para saber mais sobre esse turbilhão de coisas que vêm acontecendo na vida de Biel, o MIXME bateu um papo bem bacana com o cantor que revelou detalhes sobre o seu álbum de estreia, que chega às lojas em outubro, sua relação com os fãs, onde foi parar o “MC” do seu nome e muito mais. Leia a entrevista na íntegra:

Então temos uma nova fase, é isso?

A gente sempre está em nova fase, né? Eu acho que a gente tem que estar em uma constante evolução e evoluções incluem novas fases e eu acho isso bem legal.

A proposta é uma “reformulação” do seu som, certo? Você está se afastando um pouco do funk ostentação e se entregando mais ao pop.

Sim, é, na verdade, uma abrangência maior, né? Eu comecei com a ostentação lá no comecinho, antes de “Pimenta”, que foi meu maior hit – até hoje é assim, é que a galera associa muito e agora a gente está entrando com “Boquinha”, com “Demorou”, mas “Pimenta” que deu aquele boom. Então antes eu fiz ostentação porque era o que estava no mercado ali. Quando eu consegui um espacinho eu implantei meu modo de trabalho, né? O lance da sedução, o lance dessa bagunça toda aí (risos).

Você conseguiu se mostrar mais…

Isso, isso. Mas para chegar, para conseguiu ter um público e tudo mais eu entrei pela ostentação, que era o caminho mais fácil na época.

E agora você está divulgando seu EP, “Biel”, que já estreou no top 10 do iTunes. Antes de tudo, parabéns.

(Risos) Valeu, muito obrigado!

Nesse EP você incluiu alguns hits que a galera já conhecia e o single, “Demorou”, que é a faixa com essa nova cara, certo?

É, a gente colocou uma roupagem diferente nas músicas que já estavam na pista, tipo “Tô Tirando Onda”, que foi o meu clipe de ostentação, meu clipe mais antigo, que tem acho que 15 milhões de views. Também colocamos “Pimenta”, que está lá no meu canal e virou febre aí, com quase 17 milhões [de views], e a gente colocou “Boquinha” também, que está com mais de 15 milhões [de views]. Então são as músicas que a galera conhece, são músicas que a galera está cantando bastante nos shows, a gente colocou com uma roupagem nova já que esse EP é o cartão de visitas, né? A entrada para uma nova fase. E tem “Demorou”, que não tem nem ritmo de funk. Ela é mais pop, é bem pop, na verdade, mas mantem a mesma proposta de contexto. Agora no disco, a gente vai ousar bem mais, a gente vai colocar até reggae, para você ter uma noção. A gente foi para o estúdio esses dias, estava fazendo arte lá com a rapaziada e surgiu um reggae lá, a gente gostou e vai colocar. O que der para colocar a gente vai colocar. Bem eclético.

Era justamente sobre o álbum que eu ia perguntar. A produção já começou?

A gente está conjugando o trabalho de divulgação do EP com a produção do disco, até porque ele está programado para o dia 8 de outubro, nas lojas, no itunes e tudo mais. E a gente tem que divulgado o EP em meio a tudo isso, então a gente vai para o estúdio, dá entrevista de divulgação do EP, show, e é uma loucura (risos).

E do disco, o que você pode contar em termos de inspirações para compor, para produzir as faixas e tudo mais? O que você anda ouvindo que te ajuda?

Então, a gente está colocando totalmente a minha cara, né? Obvio, até porque é o meu disco (risos). Mas vão entrar as quatro faixas do EP e faltam oito, a gente vai colocar 12 faixas no disco, então, dessas oito, eu já deixei a voz de uma no estúdio, que já está sendo produzida, já estou com mais três para estudar, mais quatro, na verdade – vai entrar composição minha também no disco – e faltam mais três, que a gente ainda está selecionando. Mas entre essas que eu tenho para estudar tem música romântica, tem o reggaezinho, tem uma no violão, tem muita coisa diferente, estou pegando muita inspiração lá de fora, coisas que tenho escutado bastante, escuto muita coisa lá de fora. Ed Sheeran, Wiz Khalifa, eu sou bem eclético, escuto estilos diferentes, então acho que a gente vai ousar bastante no disco, vai deixar ele bem eclético, de reggae ao funk. Acho que por isso – já vou até adiantar uma pergunta sua que eu sei – do por que tirar o MC do nome…

Eu ia fazer mesmo…

(risos) Pois é! Então, é por isso, porque a gente está fazendo um trabalho muito eclético e o “MC” ele, como eu posso dizer, direciona a um público só e como a gente quer pegar uma galera maior, como o trabalho está vindo mais eclético e tudo mais, não tem por que ficar com o “MC”, já que a gente vai fazer um esquema bem diferente.

Além de tudo isso, você planeja clipe para “Demorô”, ainda na divulgação do EP?

Sim, a gente vai fazer. A gente vai trabalhar primeiro um lyric video, a gente vai fazer primeiro para soltar e ter mais material. “Demorô” a gente lançou no canal da Warner também e a gente vai chegar com o clipe no meu canal de volta, que é onde está o clipe de “Boquinha” e de “Pimenta”.

Por falar no seu canal no YouTube, eu vi também que você tem uma websérie que a galera consegue acompanhar tudo. Isso é o seu jeito de deixar os fãs conhecerem mais o universo do Biel?

Eu tenho muitos ídolos, então eu fico imaginando direto o que eles estão fazendo, como é o dia a dia deles e essas coisas. Aí acho que assim eu consigo entender as baladeiras, né, as minhas fãs. Então eu acabo tomando isso como aprendizado e me colocando no lugar delas, porque constantemente me coloco no lugar delas, constantemente tenho contato com ídolos e tudo mais, então a websérie é uma intenção de aproximar mais o ídolo do fã. Twitter não basta, Instagram, sabe? Por mais que você dê atenção não da para pegar todo mundo, é difícil. Você responde uma, mas não responde outra, aí a outra que você não respondeu fica brava. Agora com a websérie não, ela está lá, quem quiser vai assistir. Acho que esse é o caminho mais rápido de contato direto com o público que a gente achou.

A gente também vai conseguir acompanhar a evolução do seu álbum na websérie?

Sim! Minha equipe que faz a websérie viaja para shows, encontros, aniversários de 15 anos que eu faço bastante… Quando é para estúdio, que é um assunto bem sério, – a galera lá puxa a orelha – não tem tempo para brincadeira não. Acho que vai ficar complicado levar a galera da websérie lá para registrar. Mas eu posso falar bastante da evolução, cara a cara com as câmeras, longe do estúdio.

Já que você falou de ídolos, eu quero saber quais são os ídolos que te inspiraram a ser o artista que você é e está se transformando.

É complicado falar de um ídolo, um cara que eu tenho um pôster no meu quarto porque eu não tenho. Eu tenho a galera que eu gosto, pessoas que hoje tenho amizade. Um exemplo é o Adriel, do Pollo. É um cara que quando eu comecei a cantar, acho que tinha lançado umas duas músicas por conta própria lá, coisas sem pé nem cabeça e tal. Ele foi fazer um show na minha cidade, aí eu fui no camarim de fã, sabe? Só que aí, quando eu comecei, foi bem difícil lá na minha cidade. Eu sou do interior, sou de Lorena, 80 mil habitantes, é difícil conseguiu alguma coisa em uma cidade pequena assim, ainda mais de interior. Então eu me joguei na internet, até porque eu já tinha um público na internet por tirar umas fotos legais e tal, aquele lance de “colírio”, sabe? (Risos) Aí me joguei na internet com meu trabalho e a galera abraçou. A gente subia tag direto no Twitter, já tinha um público legal no Instagram, então, quando ele foi fazer um show na minha cidade, ele falou “Caraca, cara! Você que é o Biel? Achei que você fosse fake porque ter o público que você tem na internet e ainda não ter estourado, as coisas não batem” (risos). Aí ele me falou muita coisa bonita, ele falou “Cara, tudo isso que eu estou te falando aqui agora, você vai falar para alguém um dia” e eu estou falando para muita gente já, então é muito legal. É uma gratidão imensa, né? E acho que tenho o Adriel como um grande aliado.

E como aquecimento para o que vem aí do Biel, por que não curtir “Demorô“?

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